Gripe: sintomas, tratamento e prevenção

Gripe: sintomas, tratamento e prevenção

A gripe é uma doença infeciosa respiratória causada pelo vírus Influenza, que atinge o nariz, a garganta e por vezes os pulmões. Existem três tipos de vírus Influenza – A, B e C. 
 
O tipo mais comum de gripe é a chamada "gripe sazonal”. Esta é causada sobretudo pelos vírus Influenza tipo A e B e ocorre principalmente nos meses de outono e inverno (entre outubro e abril).
 
A maioria das pessoas confunde a gripe com uma constipação forte; no entanto, a gripe é uma doença que habitualmente surge de forma mais súbita e intensa do que a constipação comum, e que acarreta um maior risco de complicações ou de agravamento de doenças crónicas.
 

Como é transmitido o vírus da gripe?

A gripe transmite-se principalmente através do ar, quando ocorre contacto próximo com uma pessoa infetada. As gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar podem ser inaladas e provocar a infeção.

A transmissão também pode ocorrer por contacto direto, isto é, se uma pessoa tocar em superfícies ou objetos contaminados pelo vírus e, de seguida, levar as mãos aos olhos, nariz ou boca.

A gripe é contagiosa durante quanto tempo?

A gripe pode ser transmitida desde cerca de um dia antes do aparecimento dos sintomas até cinco a sete dias depois. O risco de contágio é maior nos primeiros dias, quando os sintomas são mais intensos.
 
Algumas pessoas, como crianças pequenas e indivíduos com o sistema imunitário enfraquecido, podem transmitir o vírus por períodos mais longos.
 

Quais são os sintomas da gripe?

Os principais sintomas da gripe incluem:
  • Febre alta;
  • Calafrios;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Dor de garganta;
  • Tosse;
  • Espirros e nariz entupido (congestão nasal);
  • Dor de cabeça;
  • Sensação de enjoo (náusea);
  • Mal-estar e cansaço.
Nas crianças mais pequenas pode também ocorrer:
  • Dificuldade em respirar;
  • Falta de energia (letargia);
  • Náuseas, vómitos e diarreia;
  • Perda de apetite.
Os sintomas são mais intensos nos dois primeiros dias, diminuindo depois gradualmente. Porém, a tosse pode persistir após o desaparecimento dos outros sintomas.
 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico baseia-se essencialmente na avaliação clínica dos sintomas e sinais apresentados.
 
Atualmente, também já se encontram disponíveis nas farmácias autotestes que permitem detetar, de forma rápida e simples, o vírus Influenza A ou B. Podem facilitar o diagnóstico e contribuir para a implementação mais rápida de medidas de prevenção da transmissão (ver abaixo).
 

Como tratar a gripe?

O tratamento da gripe tem como objetivo aliviar os sintomas e evitar possíveis complicações, uma vez que, na maioria dos casos, o sistema imunitário consegue eliminar os vírus. 
 
Existem medicamentos e algumas outras medidas que podem ser úteis:
  • Permanecer em casa em repouso;
  • Evitar o contacto com outras pessoas enquanto estiver doente;
  • Beber muitos líquidos, como água, chás e infusões;
  • Fazer lavagens nasais com soro fisiológico;
  • Para aliviar a dor de cabeça ou a febre pode tomar paracetamol ou ibuprofeno – leia atentamente o folheto informativo dos medicamentos e aconselhe-se junto do seu farmacêutico. Meça a sua temperatura ao longo do dia;
  • Chupar rebuçados e ingerir bebidas quentes (com mel em adultos e crianças com mais de 12 meses) pode aliviar o mal-estar na garganta e a tosse;
  • Não fumar;
  • Utilizar lenços descartáveis e lavar as mãos com frequência, para evitar transmitir a doença;
  • Ventilar a casa diariamente;
  • Não tomar antibióticos sem prescrição médica – uma vez que não atuam sobre os vírus, não irão aliviar os sintomas nem encurtar a duração da gripe.
Os medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir podem ser prescritos para tratamento da gripe. Não eliminam o vírus, mas afetam a sua capacidade de se multiplicar, o que pode encurtar ligeiramente a duração dos sintomas e diminuir o risco de complicações graves.
 
A grande maioria das pessoas saudáveis tem um risco muito reduzido de desenvolver complicações da gripe. Por isso, os antivirais são geralmente reservados para pessoas com casos graves de gripe ou que tenham maior probabilidade de desenvolver complicações.
 
Em algumas situações, estes medicamentos podem ser utilizados como medida de prevenção – por exemplo, para residentes de lares onde exista um surto de gripe, ou em pessoas em risco de complicações e que tenham tido contacto próximo com alguém infetado.
 

Que grupos de pessoas correm maior risco de complicações da gripe?

De forma geral, o risco de complicações é superior em pessoas com o sistema imunitário fragilizado ou que tenham doenças crónicas. 
Os grupos em maior risco incluem:
  • Pessoas com mais de 65 anos de idade;
  • Indivíduos com determinadas doenças crónicas como asma, diabetes, doenças cardíacas ou doenças neurológicas;
  • Pessoas com o sistema imunitário enfraquecido devido a doença ou à toma de certos medicamentos, como corticosteroides ou quimioterapia;
  • Pessoas com obesidade grave; 
  • Grávidas;
  • Bebés e crianças com menos de 5 anos.
 

Quais são as principais complicações da gripe?

A complicação mais frequente é uma infeção respiratória causada por bactérias, que se desenvolve após a infeção viral inicial – infeção secundária, que, por vezes, pode evoluir para pneumonia. Os sinais que podem indicar uma infeção respiratória secundária incluem:
  • Retorno da febre elevada;
  • Agravamento da tosse;
  • Falta de ar;
  • Respiração acelerada;
  • Dor no peito.
Outras possíveis complicações incluem infeções dos seios nasais e dos ouvidos. Raramente, podem ocorrer complicações graves, como inflamação cerebral (encefalite).
 
Nos doentes crónicos, a gripe pode ainda provocar a descompensação das doenças subjacentes, como asma, diabetes ou doença cardíaca e pulmonar.
 

Em que situações devo procurar ajuda médica?

A maioria das pessoas com gripe não precisa de consultar o médico e pode tratar os sintomas em casa até recuperar.

Deverá contactar a linha SNS 24 (808 24 24 24) para obter aconselhamento e encaminhamento adequado em caso de:

  • Agravamento ou alteração dos sintomas;
  • Os sintomas não melhorarem ao fim de sete dias;
  • Falta de ar ou dificuldade em respirar;
  • Tosse com sangue;
  • Sonolência excessiva ou confusão;
  • Padecer de uma doença crónica, como diabetes, ou outra que afete o seu coração, pulmões ou rins;
  • Estiver grávida;
  • Surgirem quaisquer outros sintomas que lhe causem preocupação. 

 

 

É possível prevenir a gripe?

Sim. Alguns comportamentos ajudam a evitar a transmissão do vírus e reduzir o risco de contágio, tais como:
  • Evitar o contacto próximo — como beijos, apertos de mão, abraços, ou partilhar objetos — como copos e talheres, caso esteja doente ou se as outras pessoas estiverem doentes;
  • Utilizar máscara em espaços comuns;
  • Arejar regularmente os ambientes interiores;
  • Limpar e desinfetar regularmente as superfícies em que toca;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão durante, pelo menos, 20 segundos. Os desinfetantes para as mãos à base de álcool também podem ser úteis, especialmente quando não tiver acesso a um lavatório;
  • Evitar tocar no rosto, nariz ou boca com as mãos não lavadas;
  • Ao tossir ou espirrar, proteja a boca e o nariz com o cotovelo ou com um lenço de papel. Deite imediatamente o lenço no lixo e lave as mãos de seguida;
  • Permanecer em casa enquanto estiver doente, para evitar transmitir a infeção a outras pessoas.
A vacinação anual contra a gripe, conforme as recomendações da Direção-Geral da Saúde, é a principal medida de prevenção e destina-se a proteger os grupos mais vulneráveis à doença e às suas complicações.
 
As vacinas contra a gripe são formuladas para proteger contra três ou quatro tipos diferentes do vírus Influenza. Estes tipos vão variando e essas variações são vigiadas pelas autoridades de saúde. É por este motivo que a composição das vacinas é revista e atualizada todos os anos. 
 

 

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